POEMA Nº 06
Te recuerdo como eras en el último
otoño. Te recordo como era no último
outono.
Eras la boina gris y el corazón en calma. Eras a boina cinza e o coração em calma.
En
tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo. E
teus olhos pelejavam as chamas do crepúsculo.
Y las hojas
caían en el agua de tu alma. E as folhas caiam na
água de tua alma.
Apegada a mis brazos como una
enredadera, Apegada aos meus braços como uma
trepadeira.
Las hojas recogían tu voz lenta y en
calma. E as folhas recolhiam tua voz lenta e em
calma.
Hoguera de estupor en que mi sed ardía. Figueira de estupor em que minha sede
ardia.
Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma. Doce jacinto azul torcido sobre minha
alma.
Siento viajar tus ojos y es distante el
otoño: Sinto viajar teus olhos e é distante o
outono:
Boina gris, voz de pájaro y corazón de
casa Boina cinza, voz de pássaro e coração de
casa
Hacia donde emigraban mis profundos anhelos Fazia onde emigravam meus profundos
anseios
Y caían mis besos alegres como brasas. E caiam meus beijos alegres como
brasas.
Cielo desde un navío. Campo desde los
cerros. Céu desde um navio. Campos desde os
cerros.
Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en
calma! Tua recordação é de luz, de fumaça, de
tanque em calma!
Más allá de tus ojos ardían los
crepúsculos. Mas além de teus olhos ardiam os
crepúsculos.
Hojas secas de otoño giraban en tu
alma. Folhas secas de outono giravam em tua
alma.
Pablo Neruda
Tradução Português: Ricardo Andreski Moita Narrado por: Juan
Jose Torres
Arte e Formatação - Bel Fagiani
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