Ansiedade
Arthur W. Pink
“Não andeis ansiosos de coisa
alguma” — Filipenses 4:6
A preocupação é tão
definidamente proibida como o roubo. Isto necessita ser cuidadosamente
ponderado e definidamente percebido por nós, para que não a escusemos como
sendo uma inocente “debilidade”. Quanto mais estivermos convencidos da
pecaminosidade da ansiedade, provavelmente mais rápido perceberemos que ela
é muito desonrante a Deus, e “lutaremos contra” ela (Hebreus 12:4). Mas como
devemos “lutar contra” ela?
Primeiro, suplicando ao
Espírito Santo que nos conceda uma profunda convicção de sua enormidade.
Segundo, fazendo dela um objeto de oração especial e fervorosa, para que
possamos ser libertos deste mal. Terceiro, vigiando seu princípio; e, tão
longo estejamos conscientes da perturbação da mente, tão logo detectemos o
pensamento incrédulo, levantemos nosso coração a Deus e Lhe peçamos a
libertação disso.
O melhor antídoto para a ansiedade é a freqüente
meditação sobre a bondade, o poder e a suficiência de Deus. Quando o santo
pode confiantemente perceber que “O Senhor é o Meu
Pastor”, ele deve extrair a conclusão, “Nada me
faltará!” Imediatamente após a nossa exortação lemos, “porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições,
pela oração e pela súplica, com ações de graças”. Nada é grande
demais e nada é pequeno demais para ser apresentado e lançado diante do
Senhor. O “com ações de graças” é muito
importante, todavia, este é o ponto no qual a maioria de nós falha. Ele
significa que antes de recebermos a resposta de Deus, agradecemos-Lhe pela
mesma: é a confiança do filho esperando seu Pai ser gracioso.
“Por isso, vos digo: não andeis
ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo
vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o
alimento, e o corpo, mais do que as vestes”. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça,
e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus
6:25,33).
Arte e
Formatação - Bel
Fagiani