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A MAIOR COLHEITA
DE TODAS!
Allan H McLeod
“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para
ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos
junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as
redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse
um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando
acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançar as vossas redes para
pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada
apanhamos, mas sobre a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam
grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então fizeram sinais
aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram
ambos os barcos ao ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro
prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou
pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de
todos os seus companheiros” (Lucas 5.1-9)
Não é costume apanhar
peixe no calor e clarão do dia. Quando o sol está alto, os bons pescadores, já
desembarcados após a noite de trabalho, estão lavando e concertando as redes,
pensando só no almoço e na soneca que os aguardam em casa.
Então, não é
sem razão que Pedro, pescador entendido, questiona a ordem de Jesus de lançar
novamente a pesada rede que, com capricho profissional, está a lavar. E os
sussurros do povo incrédulo, levados aos seus ouvidos pela brisa da manhã, o
fazem hesitar, temeroso, confuso.
“Lançar as redes a uma hora dessas? Já
trabalhamos a noite toda sem nada apanhar. Fazer papel de tolo diante dessa
multidão?” Mas, mesmo duvidoso, Pedro toma uma das decisões mais importantes
de sua vida, quando diz, “sobre a tua palavra lançarei as redes”.
0
resultado foi fenomenal, como seria de se esperar quando um filho de Deus, por
mais experiente que seja, ouve a palavra do Senhor e, rompendo os grilhões da
dúvida e do preconceito que diz, “não é costume fazer assim”, obedece a ordem
dada, por mais estranha que ela pareça.
Os pensamentos e os caminhos de
Deus sempre sobrepujam a mesquinhez dos nossos. Deus, num futuro bem próximo,
vai romper as nossas redes com peixes, como aconteceu com Pedro nesse dia e
também três anos depois, no dia de Pentecostes, quando encheu o barquinho da
igreja nova com três mil almas, na primeira pescaria.
A festa denominada
0 Pentecostes é a festa da sega dos primeiros frutos. É uma festa relativamente
pequena, embora demos tanta ênfase a ela como sendo o clímax da experiência
cristã.
A festa maior está por vir – a dos Tabernáculos – que é a festa
da colheita, à saída do ano, como diz Êxodo 23.16: “...quando recolheres do
campo o fruto do teu trabalho.” Deus diz ainda, em Deuteronômio 16.15: “...o
Senhor teu Deus há de abençoar-te em toda obra das tuas mãos, pelo que de todo
te alegrarás.”
Você, que Jesus chamou para ser pescador de homens, já se
fadigou alguma vez sem resultado? Sente-se desanimado, cansado, envergonhado,
como Pedro?
Não se desanime. Há peixe em abundância ao redor do seu
barquinho. Os “lagos” deste mundo ainda hão de lhe proporcionar uma colheita
inesperada e inimaginável, porque o Senhor da ceifa assim o ordenou.
Se
ele nos mandou pregar o evangelho a toda criatura, e fazer discípulos de todas
as nações, e disse que não virá o fim enquanto não forem pregadas as boas-novas
por todo o mundo, para testemunho a todas as nações, então a maior colheita
ainda nos aguarda sob as águas escuras de um mundo que jaz nas trevas. “0 povo
que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da
morte resplandeceu-lhes a luz.” (Isaías 9:2)
0 continente “escuro” da
África verá esta luz. Ela resplandecerá sobre a Índia, onde um bilhão de pessoas
vivem na sombra da morte; sobre a China, onde a quinta parte da humanidade se
encontra num vácuo espiritual; sobre a Rússia, a Europa decadente, as Américas,
do norte ao sul, e os países islâmicos da chamada Janela 10/40. Nenhum país,
nenhuma nação, nenhum grupo ficará sem luz, pois “a terra se encherá do
conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Habacuque
2:14).
Será que, como Pedro, estamos nos queixando: “Mestre, havendo
trabalhado toda a noite, nada apanhamos...”? Há um corinho que diz: “Se olho pra
mim mesmo, eu não posso crer; mas se olho pra Cristo, já brota em mim a fé”.
Olhemos, pois, para o Cristo ressurrecto, glorificado. 0uçamos a sua voz, voz
como de muitas águas. Ainda hoje ele nos fala.
A noite já passou. Raia um
novo dia. 0 Senhor da glória, o Todo Poderoso, está assentado em nosso barco. É
hora de crer, de obedecer, de ousar, de fazer proezas em nome de Jesus.
0
fim dos tempos se aproxima. Uma geração nova se levanta: odres novos que se
encherão do vinho novo do Espírito – a chuva serôdia que o Senhor prometeu
enviar antes do dia da sua vinda, que velozmente se aproxima.
Jesus está
em seu barquinho? Coloque-o à inteira disposição dele, custe o que custar.
Abandone a praia do comodismo, das opiniões e tradições humanas, e fique de
prontidão. A ordem em breve virá, aquela palavra “rhema”, específica, de Deus
para você.
Talvez, como Pedro, você esteja temeroso das opiniões
contrárias, da zombaria e do desprezo dos seus amigos. Isso é natural. Noé
passou por isso, como também Abraão, os profetas e os apóstolos. 0 importante é
verificar se a ordem vem mesmo do Senhor, discernir a hora certa de cumpri-la e
obedecer, mesmo que seja com mãos trêmulas e coração em disparada.
Nunca
imaginamos, nem mesmo em sonho, a quantidade de peixe que vamos apanhar. Nossos
“barcos”, as igrejas, serão incapazes de comportar o tanto de gente que vai se
converter. Seremos obrigados a sair para as praças e ruas, fazer reuniões nos
lares, alugar auditórios e estádios, para dar conta de receber e depois ensinar
e fazer discípulos das multidões.
“Fizeram sinais aos companheiros do
outro barco para que fossem ajudá-los.” Deus vai operar um outro lindo milagre
além desse da pesca maravilhosa. Será a união e cooperação dos cristãos de todas
as denominações. Estarão telefonando uns para os outros, pedindo ajuda, coisa
inédita até agora na igreja de Cristo.
Os batistas terão que pedir
socorro aos metodistas, os assembleianos aos presbiterianos, etc. E, mesmo
assim, os barcos quase irão a pique, de tanto peixe.
O resultado lindo e
glorioso se verá logo em seguida, quando os pescadores — pastores, evangelistas
e leigos — como Pedro, tomados de admiração, se prostrarão aos pés de Jesus,
reconhecendo humildemente sua pecaminosidade e a soberania e poderio do Filho do
homem.
A obediência sempre antecede a revelação, e o poder de Deus sempre
se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Depositemos, então, a nossa confiança no
Criador dos mares e peixes, comprometamo-nos com ele para a obediência total, e
veremos a glória de Deus.
E, boa pescaria!
Arte e
Formatação - Bel
Fagiani
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